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Flow rack de bordo de linha: como dimensionar uma estante dinâmica FIFO para a montagem

Um flow rack de bordo de linha é uma estante dinâmica com níveis inclinados e minicarris ou caminhos de rolos, colocada junto ao posto de montagem. A caixa entra pela traseira, a partir do comboio logístico, e desce por gravidade até à face de recolha, ao alcance do operador.

O desenho depende das medidas reais das caixas, do consumo da linha e da rota de abastecimento. A seguir estão os critérios que definem o equipamento e os dados necessários para o pedir.

Como funciona um flow rack de bordo de linha

Um flow rack de bordo de linha cumpre o FIFO, em que a primeira caixa a entrar é a primeira a sair, através de pistas inclinadas onde os contentores descem por gravidade do corredor de abastecimento até ao posto. A inclinação fica normalmente entre 2 e 6 por cento, conforme o rolete, o peso e a base da caixa, e confirma-se sempre com a caixa real cheia. O comprimento de cada pista é o comprimento da caixa vezes o número de caixas que cobre o consumo entre duas passagens do comboio logístico, mais uma de segurança. A Makprofile projeta e entrega estas estantes montadas, em perfil de alumínio ASK ou tubo lean, com pistas Dinalager e identificação ORGATEX.

Flow rack de armazém e flow rack de bordo de linha

O termo flow rack também se usa para estantes de armazém que movimentam paletes inteiras sobre rolos metálicos, carregadas por empilhador. Nesse caso, a unidade de carga pesa centenas de quilos e a estante fica na zona de armazenagem.

Junto às células de produção, o rack gravitacional trabalha com caixas plásticas normalizadas, tabuleiros ou caixas de cartão pequenas, repostas em ciclos curtos pelo comboio logístico (mizusumashi). A estrutura fica encostada à bancada ou entre postos, com as cotas ajustadas ao alcance do operador e ao corredor por onde passam os carrinhos de abastecimento.

Esquema de flow rack com reposição de caixas pela traseira e recolha pela frente no posto de montagem

Reposição pela traseira, recolha pela frente

A estante dinâmica de bordo de linha separa fisicamente a logística interna da montagem. O abastecedor repõe pela traseira, a partir do corredor do comboio logístico. O operador recolhe pela frente, sem sair do posto. Como as caixas só entram pela traseira e avançam em fila única até à frente, a estrutura mantém a ordem de entrada.

Num sistema de duas caixas, a estante leva também uma pista de retorno: um nível com a inclinação invertida, da frente para trás. O operador pousa a caixa vazia nesse nível e a gravidade leva-a até ao corredor, onde o abastecedor a recolhe na volta seguinte.

Inclinação das pistas

A inclinação dos níveis define a velocidade a que a caixa desce. Depende do tipo de rolete, do peso da carga e da rigidez e rugosidade do fundo da caixa.

Um fabricante norte-americano indica cerca de 3/4 de polegada por pé, perto de 6 por cento, para roletes sem rolamento, e 1/4 de polegada por pé, perto de 2 por cento, para roletes com rolamento. Outro recomenda não passar de 3 a 4 por cento.

Com inclinação a mais, a caixa ganha velocidade, bate no batente e as peças saltam do contentor. Com inclinação a menos, a caixa perde andamento a meio da pista e o operador tem de se esticar para a puxar. A inclinação acerta-se com a caixa real, cheia, antes de fixar as travessas, porque depende do atrito entre o fundo da caixa e a roda.

Roletes, pistas e batentes

Para a caixa deslizar, o fundo tem de assentar em vários roletes ao mesmo tempo. Se os roletes estiverem muito afastados para o comprimento da caixa, o fundo cai entre duas rodas e uma caixa curta encrava.

Comprimento da caixaEspaçamento entre centros de roletes
100 a 200 mm25 mm
200 a 300 mm50 mm
a partir de 300 mm75 mm

As pistas que a Makprofile monta são da Dinalager, fabricante europeu de minicarris, caminhos de rolos e sistemas carton flow desde 1986, presente em mais de 35 países, de quem a Makprofile é parceiro oficial em Portugal. No caminho de rodas M0601, a furação é em múltiplos de 16,5 mm e as rodas, em polipropileno injetado, podem ficar a 33 mm umas das outras.

Cada pista tem a largura da caixa que nela circula, com guias que a mantêm alinhada. Um posto que consome peças em embalagens diferentes pode ter pistas de larguras diferentes em níveis diferentes da mesma estante. No fim de cada nível, um batente segura a primeira caixa na posição de recolha e aguenta o empurrão da fila que vem atrás.

Detalhe de minicarril com caixa plástica azul encostada ao batente frontal de um flow rack em perfil de alumínio

Quantas caixas por pista

A profundidade do flow rack resulta do consumo da linha e da frequência de passagem do abastecedor. O número de caixas por pista é o consumo durante o intervalo de reposição, a dividir pelas peças por caixa, mais uma caixa de segurança. O comprimento útil da pista é esse número de caixas vezes o comprimento exterior da caixa.

Um exemplo com valores hipotéticos, para uma referência:

DadoValor
Consumo do posto120 peças por hora
Intervalo de reposição2 horas
Peças por caixa40
Comprimento da caixa400 mm

Entre duas passagens do comboio logístico, o posto consome 240 peças. A 40 peças por caixa, são 6 caixas. Com uma caixa de segurança para absorver um atraso na rota, a pista tem de levar 7 caixas em fila: 7 vezes 400 mm dá uma pista de 2 800 mm.

Que níveis para que referências

A posição vertical de cada caixa segue a frequência com que o operador lhe mexe. As referências de maior consumo vão para os níveis entre a altura da anca e a do ombro. Recolher muitas vezes abaixo do joelho obriga a dobrar as costas, e acima do ombro obriga a levantar os braços em cada ciclo. Os níveis de baixo e de cima ficam para a pista de retorno e para as referências de menor consumo no turno. A mesma lógica de cotas pelo operador está no artigo sobre a altura ideal da bancada de trabalho.

Erros a evitar

Caixas com bases diferentes na mesma pista. Cartão, plástico com fundo nervurado e plástico de fundo liso têm atritos e comprimentos diferentes. Na mesma pista, umas podem descer e outras parar.

Reposição pelo lado da recolha. Carregar caixas novas pela frente empurra as antigas para o fundo, acaba com o FIFO e põe o abastecedor no espaço do operador.

Inclinação definida sem ensaio. Fixar a altura das travessas só pela geometria, sem testar a caixa mais pesada, pode resultar em pancadas no batente ou em caixas paradas a meio.

Pista sem batente. Sem um batente dimensionado para a carga, a pressão da fila pode empurrar a primeira caixa para fora da estante.

O que precisamos para desenhar o seu flow rack

Entre os projetos da Makprofile estão um flow rack em alumínio para abastecer um comboio logístico e um rack buffer para vidros panorâmicos de automóvel entre dois postos consecutivos. Para desenhar um flow rack, estes são os dados de partida:

  • Dimensões e peso das caixas cheias, por tipo de contentor.
  • Número de referências que o posto tem de ter disponíveis ao mesmo tempo.
  • Consumo por turno de cada referência.
  • Intervalo de reposição do comboio logístico.
  • Espaço disponível no bordo de linha: largura junto à bancada e profundidade até ao corredor.
  • Altura livre do corredor de abastecimento e alcance de quem carrega os níveis de cima.

Perguntas frequentes

Em que é construída a estrutura de um flow rack Makprofile?

Em perfil modular de alumínio ASK ou em tubo lean, com pistas Dinalager. Cada posição leva identificação ORGATEX na frente e na traseira, para o abastecedor colocar cada caixa na pista certa.

O flow rack fica fixo ao chão ou pode ter rodas?

Leva pés niveladores quando ocupa uma posição permanente na linha. Leva rodízios quando tem de mudar de sítio, para limpeza ou para uma alteração de layout.

O equipamento chega em kit ou montado?

Montado. A Makprofile projeta, fornece e monta o flow rack no bordo de linha, pronto a receber as caixas.

Qual é a diferença entre flow rack, estante dinâmica e rack gravitacional?

Os três nomes designam o mesmo princípio: níveis inclinados onde a carga avança por gravidade da traseira para a frente.

Envie-nos os dados do seu bordo de linha

Indique as dimensões das caixas, o consumo por referência e o espaço disponível no bordo de linha. Apresentamos a proposta técnica com o desenho do flow rack.

Pedir proposta técnica · Carrinhos e racks modulares na logística interna

Fontes

Inclinação de pistas carton flow com e sem rolamento: Mallard Manufacturing. Limite de inclinação de 3 a 4 por cento em flow racks de supermercado: Flexpipe. Espaçamento de roletes por comprimento de caixa: UNEX Manufacturing. Caminho de rodas M0601: ficha Dinalager na DirectIndustry.

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